Mesmo com previsão de superávit na safra 2025/26, o mercado de cacau segue instável devido aos efeitos do El Niño e à retração do consumo global.
O mercado global de cacau atravessa um período de incerteza, marcado pelo contraste entre a expectativa de um leve superávit para a safra 2025/26 e a persistência de riscos climáticos severos. O fenômeno El Niño continua a ameaçar a estabilidade das lavouras, especialmente na África, região que concentra 70% da oferta mundial e enfrenta desafios constantes com pragas. Paralelamente, a indústria lida com uma retração expressiva no consumo global de derivados de cacau, reflexo direto da escalada de preços observada ao longo do ano. No Brasil, o cenário exige atenção redobrada, com a Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) apontando a necessidade urgente de investimentos em assistência técnica e crédito rural. O fortalecimento da produtividade nacional é visto como essencial para que o setor consiga superar os gargalos de custos e manter sua competitividade diante do cenário internacional volátil.
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