Incorporadoras brasileiras buscam mercado de capitais para financiar obras
Com a redução da poupança, empresas do setor imobiliário recorrem a fundos imobiliários e CRIs para garantir o financiamento de novos projetos.
Pontos principais
- A queda nos recursos da poupança forçou a migração das incorporadoras para o mercado de capitais.
- Gestoras de fundos imobiliários adotam critérios rigorosos, focando em projetos com obras iniciadas e alta liquidez.
- O modelo de crédito evoluiu para desembolsos em tranches atrelados ao cronograma físico da construção.
- Cresce a tendência de operações híbridas que combinam financiamento bancário e estruturado.
Diante da escassez de recursos tradicionais provenientes da poupança, as incorporadoras imobiliárias brasileiras estão consolidando o mercado de capitais como sua principal fonte de financiamento estrutural. A estratégia envolve a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e a captação via fundos imobiliários, que se tornaram peças-chave para a viabilização de novos empreendimentos. Esta mudança de paradigma exige maior disciplina das empresas, uma vez que as gestoras de fundos estão mais seletivas, priorizando projetos com alta velocidade de vendas e obras já em curso. Para mitigar riscos, as estruturas de crédito têm sido desenhadas com desembolsos graduais, acompanhando a evolução física das construções. A expectativa do setor é que o modelo de financiamento híbrido, que mescla o crédito bancário convencional com operações estruturadas, ganhe ainda mais força como uma solução sustentável para o desenvolvimento imobiliário no país.
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