Durigan contesta Banco Central sobre riscos inflacionários de crédito
O ministro da Fazenda rebateu alertas do Banco Central, afirmando que as novas medidas de crédito do governo possuem impacto inflacionário limitado.
Pontos principais
- Dario Durigan negou que as recentes ações de crédito do governo pressionem a inflação.
- O Banco Central havia alertado em relatório que medidas fiscais e de crédito representam risco de alta para os preços.
- O governo ampliou o Desenrola Adimplentes para informais com juros de 1,99% ao mês.
- O teto de juros do consignado privado foi fixado em 1,99% ao mês, permitindo uso do FGTS como garantia.
- A Fazenda sustenta que os programas são setoriais e não comprometem a política monetária.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu as preocupações expressas pelo Banco Central em seu mais recente Relatório de Política Monetária. A autoridade monetária havia sinalizado que as recentes iniciativas de crédito e ações fiscais do governo poderiam elevar as expectativas inflacionárias. Em resposta, Durigan defendeu que as medidas, como a ampliação do Desenrola Adimplentes para trabalhadores informais e a fixação do teto de juros no consignado privado em 1,99% ao mês, possuem caráter pontual e setorial. Segundo o governo, o impacto dessas ações na economia é limitado e não deve interferir na trajetória da política monetária. A divergência destaca a tensão entre a estratégia de estímulo ao consumo adotada pela gestão atual e a cautela do Banco Central em relação ao controle da inflação no cenário econômico vigente.
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