Sistemas tributários da América Latina são regressivos, aponta Oxfam
Relatório indica que a dependência de impostos sobre o consumo sobrecarrega os mais pobres enquanto protege grandes fortunas na região.
Pontos principais
- Os 50% mais pobres da América Latina destinam cerca de 45% de sua renda a impostos, contra menos de 20% do 1% mais rico.
- A arrecadação regional depende excessivamente de tributos indiretos sobre o consumo, penalizando famílias de baixa renda.
- A riqueza dos bilionários na região cresceu 16 vezes mais rápido que a economia local neste século.
- A alta informalidade no mercado de trabalho dificulta a cobrança de impostos diretos, perpetuando a desigualdade social.
Um novo relatório da Oxfam revela que os sistemas tributários da América Latina operam de forma regressiva, exacerbando a desigualdade social na região. A estrutura atual depende excessivamente de impostos sobre o consumo, o que impacta desproporcionalmente as famílias de baixa renda, enquanto a tributação sobre o capital e o patrimônio permanece insuficiente. Esse cenário é agravado pela alta informalidade no mercado de trabalho, que limita a arrecadação de impostos diretos e força os Estados a buscarem receitas em tributos indiretos. A disparidade é evidenciada pelo crescimento acelerado da riqueza dos bilionários, que avançou 16 vezes mais rápido que a economia regional. Especialistas defendem reformas que ampliem a base tributária e reduzam benefícios fiscais injustificados para tornar o sistema mais progressivo e reduzir o hiato de desigualdade.
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