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Onda de calor recorde avança da Europa Ocidental para o leste

Calor extremo atinge 193 milhões de pessoas, estabelecendo recordes históricos na Alemanha, Dinamarca e República Tcheca, e sobrecarregando a infraestrutura.

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Foto: NYTimes World
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27/06 às 05:45 · atualizado 17:31

Pontos principais

  • Alemanha, Dinamarca e República Tcheca confirmaram novos recordes de temperatura máxima.
  • Cerca de 193 milhões de pessoas na Europa enfrentam temperaturas acima de 35°C neste fim de semana.
  • O calor extremo causou deformações em rodovias e o fenômeno de 'blow-ups' em estradas de concreto.
  • Autoridades ferroviárias recomendam evitar viagens não essenciais devido a atrasos causados pela dilatação térmica.
  • O governo francês relatou dezenas de mortes e um aumento significativo nos casos de incêndios florestais.
  • Cientistas apontam que a intensidade da onda de calor foi potencializada pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana.
  • Autoridades italianas emitiram alerta vermelho para 18 cidades, enquanto populações são orientadas a economizar água.

A intensa onda de calor que castigou o Reino Unido avançou para o leste, atingindo a Europa Central e Oriental com recordes históricos. Além da marca de 41,3°C na Alemanha, a Dinamarca registrou 37°C em Aarhus, a temperatura mais alta observada no país desde 1874, enquanto a República Tcheca também confirmou novos patamares de calor sem precedentes. A situação se agrava neste fim de semana, com estimativas de que 193 milhões de pessoas enfrentem temperaturas superiores a 35°C, levando diversos países, incluindo a Itália, a emitir alertas vermelhos de segurança para dezenas de cidades.

Além dos riscos à saúde, o fenômeno tem causado danos severos à infraestrutura. Na Alemanha, o asfalto e as estradas de concreto sofreram deformações, forçando autoridades a usar caminhões de limpeza de neve para resfriar as vias. A Deutsche Bahn e outras operadoras ferroviárias enfrentam falhas operacionais devido à dilatação térmica dos trilhos, resultando em cancelamentos. Na França, o cenário é agravado por dezenas de mortes registradas e pelo aumento crítico de incêndios florestais, enquanto autoridades em todo o continente pedem cautela e economia de água.

A abrangência do evento, que expõe cerca de 404 milhões de pessoas a temperaturas acima de 30°C, evidencia os desafios para a resiliência da infraestrutura europeia, projetada para condições mais amenas. Cientistas reforçam que a magnitude desta onda de calor foi potencializada pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana. Enquanto o continente lida com o estresse térmico, a persistência do fenômeno continua a testar a capacidade de adaptação dos serviços públicos e a segurança dos habitantes diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes, com autoridades meteorológicas mantendo o monitoramento constante das altas temperaturas.

Fontes primárias

Organização Meteorológica Mundial (OMM)

Records fall as extreme heat grips Europe

Boletim da OMM de 26 de junho de 2026 documenta a onda de calor intensa que varreu a Europa Ocidental e Central, quebrando múltiplos recordes nacionais. A França registrou seu dia mais quente de todos os tempos em 24 de junho, com temperatura média nacional de 30,0 °C e máxima de 43,8 °C em Pulluau; 58 departamentos receberam Alerta Vermelho e 40 pessoas morreram em afogamentos. A Espanha registrou seus dias mais quentes de junho (23 e 24/06), com Bilbao atingindo 42,7 °C. O Reino Unido bateu o recorde de temperatura de junho por três dias consecutivos — pela primeira vez desde a introdução do sistema de alertas vermelho foram emitidos três dias seguidos. A Alemanha teve Alertas Vermelhos generalizados do DWD (incluindo Bonn, Frankfurt e Colônia). A Holanda emitiu Alerta Vermelho inédito para oito províncias. A Suíça registrou novo recorde de junho de 38 °C em Basileia. A OMM indica que o calor continuaria avançando para os Bálcãs, com temperaturas entre 3 °C e 10 °C acima da média semanal e máximas diárias acima de 35 °C em múltiplos dias. Os países afetados incluem Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália, Tchéquia, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Croácia, Bósnia, Sérvia, Montenegro, Albânia, Macedônia do Norte, Grécia, Bulgária e Romênia.

Deutscher Wetterdienst (DWD)

Noch nie so früh im Jahr: Deutscher Wetterdienst warnt über langen Zeitraum vor Hitze

Comunicado de imprensa do DWD de 25 de junho de 2026: a Alemanha estava em onda de calor com forte e, em partes, extrema sobrecarga térmica desde 18 de junho. Com duração esperada de 12 dias, era um dos mais longos períodos de alertas de calor desde a criação do sistema do DWD em 2005 — e o mais longo tão cedo no ano desde o início dos registros. A situação fazia parte de um evento de calor europeu de grande escala centrado sobre a França, sustentado por um sistema de alta pressão estável. O DWD registrava alertas de nível 2 (sobrecarga extrema, temperatura sentida ≥38 °C) para dez dos doze dias em algumas regiões. Tobias Fuchs, Diretor de Clima e Meio Ambiente do DWD, afirmou: 'A influência das mudanças climáticas é muito clara nas ondas de calor. Já vemos que elas ficam mais quentes e mais longas. Precisamos nos preparar para aumentos adicionais no futuro.'

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