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Chefe de gabinete de Milei renuncia após denúncias de enriquecimento

Manuel Adorni deixou o governo argentino após investigações por omissão de patrimônio, gerando instabilidade na gestão de Javier Milei e questionamentos sobre a integridade da elite governamental.

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Foto: G1 Mundo
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27/06 às 19:01 · atualizado 28/06 às 02:31

Pontos principais

  • Manuel Adorni renunciou ao cargo de chefe de Gabinete após meses de pressão política e investigações judiciais.
  • O ex-funcionário admitiu ter omitido 500 mil dólares em declarações de bens, atribuindo o valor a investimentos em criptomoedas.
  • A investigação judicial apura gastos em reformas imobiliárias, viagens e bens de luxo incompatíveis com a renda declarada.
  • A renúncia é um golpe significativo para a gestão de Milei, que elegeu o combate à corrupção como pilar de sua campanha.
  • O caso gera instabilidade política e coloca em xeque a manutenção da agenda reformista do governo argentino.
  • O governo ainda não nomeou um substituto oficial, embora o ministro Diego Santilli seja cotado para a posição.

O chefe de Gabinete da Argentina, Manuel Adorni, anunciou sua renúncia ao governo do presidente Javier Milei após enfrentar meses de pressão política decorrente de investigações por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. Adorni, que ocupava a posição desde novembro de 2025, admitiu ter omitido 500 mil dólares em declarações de bens, justificando o montante como fruto de investimentos em bitcoin realizados entre 2014 e 2018. Apesar da defesa, o ex-ministro nega qualquer ato de corrupção, mesmo sob intenso escrutínio da oposição e do Poder Judiciário, que investiga gastos em reformas imobiliárias e bens de luxo incompatíveis com sua renda oficial. A saída, oficializada neste sábado, é considerada o maior escândalo da gestão libertária até o momento.

A decisão de deixar o cargo foi motivada por contradições entre suas declarações ao Congresso e novas evidências levantadas pela Justiça. O episódio, que culminou com a saída prévia de Adorni da função informal de porta-voz presidencial na semana anterior, impõe uma reestruturação significativa na equipe de alto escalão do governo. A renúncia representa um golpe político considerável para a administração de Milei, especialmente por ter sido o combate à corrupção uma das principais promessas de campanha que levaram o atual governo ao poder.

Este cenário de instabilidade gera questionamentos sobre a integridade da elite governamental e cria um ambiente de incerteza para a continuidade da agenda reformista do país. Enquanto a administração de Milei ainda não oficializou um substituto para a chefia da pasta, o nome do ministro Diego Santilli circula nos bastidores como o principal cotado para assumir a função e conduzir a transição política em um momento de alta sensibilidade para a gestão.

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