Manuel Adorni deixou o governo argentino após investigações por omissão de patrimônio, gerando instabilidade na gestão de Javier Milei.
O chefe de Gabinete da Argentina, Manuel Adorni, anunciou sua renúncia ao governo do presidente Javier Milei após enfrentar meses de pressão política decorrente de investigações por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. Adorni, que ocupava a posição desde novembro de 2025, admitiu há duas semanas ter omitido 500 mil dólares em declarações de bens, justificando o montante como fruto de investimentos em criptomoedas realizados entre 2014 e 2018. Apesar da defesa, o ex-ministro nega qualquer ato de corrupção, mesmo sob intenso escrutínio da oposição e do Poder Judiciário. A saída, oficializada neste sábado, é considerada o maior escândalo da gestão atual.
A decisão de deixar o cargo foi motivada por contradições entre suas declarações oficiais ao Congresso e novas evidências levantadas pela Justiça, que incluem suspeitas sobre gastos em reformas imobiliárias e bens de luxo. A renúncia foi aceita pelo presidente Javier Milei, que contou com o apoio da secretária da Presidência, Karina Milei, para conduzir a transição. O episódio, que culminou com a saída prévia de Adorni da função informal de porta-voz presidencial na semana anterior, representa um ponto central de tensão na gestão libertária e impõe uma mudança significativa na estrutura do governo argentino.
Folha de São Paulo - Mundo • 27 jun, 21:15
Times Brasil • 27 jun, 20:34
Financial Times World • 27 jun, 19:22
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