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Austrália dobra multa para redes sociais que permitirem acesso de menores

O governo australiano elevou a multa para 99 milhões de dólares e ampliou poderes de fiscalização contra o acesso de menores de 16 anos às redes sociais.

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Foto: G1 - Economia
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27/06 às 10:02 · atualizado 15:32

Pontos principais

  • A multa por violação da lei de acesso para menores foi elevada para 99 milhões de dólares australianos.
  • O órgão regulador eSafety Commissioner ganhou poderes expandidos para exigir evidências de conformidade das plataformas.
  • Investigações estão em curso contra Meta, Google, Snap e TikTok por possíveis falhas na restrição de acesso.
  • Estudo do British Medical Journal indica que 85% dos adolescentes entre 12 e 15 anos ainda acessam redes sociais no país.
  • O governo reporta a desativação ou restrição de mais de 5 milhões de contas de menores desde o início da proibição.
  • A medida visa restringir o acesso de menores de 16 anos a plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e YouTube.
  • O Reino Unido avalia implementar restrições similares que incluem plataformas de jogos e transmissões ao vivo.

O governo da Austrália anunciou um endurecimento significativo nas sanções contra plataformas de redes sociais que permitirem o acesso de menores de 16 anos. Com a atualização da legislação, o valor da multa máxima por descumprimento foi dobrado para 99 milhões de dólares australianos. O primeiro-ministro Anthony Albanese justificou a medida afirmando que as gigantes de tecnologia não estão fazendo o suficiente para proteger os usuários jovens, reforçando a necessidade de mecanismos de verificação de idade mais eficazes. A decisão ocorre após evidências apontarem que as restrições atuais têm sido facilmente contornadas, com um estudo do British Medical Journal revelando que 85% dos adolescentes entre 12 e 15 anos continuam acessando essas plataformas.

Paralelamente, o órgão regulador eSafety Commissioner intensificou investigações sobre empresas como Meta, Google, Snap e TikTok, ganhando poderes expandidos para fiscalizar o cumprimento da proibição. Embora o governo afirme que mais de 5 milhões de contas de menores foram desativadas ou restritas desde o início da política, o cenário global de regulação digital ganha força, com o Reino Unido planejando implementar restrições ainda mais amplas, abrangendo também plataformas de jogos e transmissões ao vivo. As empresas agora são obrigadas a demonstrar tecnicamente as medidas adotadas para impedir a criação de contas por menores, em um esforço contínuo para mitigar os impactos negativos das redes sociais no bem-estar de crianças e adolescentes.

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