Estudo aponta que 80% dos jovens continuam acessando plataformas três meses após a proibição devido a falhas na verificação de idade.
Um estudo realizado com 408 adolescentes na Austrália revelou que a proibição do uso de redes sociais por menores tem apresentado baixa eficácia na prática. Três meses após a entrada em vigor da legislação, mais de 80% dos jovens entrevistados afirmaram continuar utilizando as plataformas digitais. Segundo os pesquisadores, o principal motivo para o descumprimento da norma reside na fragilidade dos sistemas de verificação de idade, que permitem que os usuários contornem as restrições com facilidade. A persistência dos adolescentes no uso dessas redes levanta questionamentos sobre a viabilidade técnica da lei e a necessidade de estratégias mais robustas para garantir a segurança digital. Especialistas alertam que, sem mecanismos de controle mais rigorosos, a legislação atual falha em proteger menores de conteúdos potencialmente prejudiciais, evidenciando um descompasso entre a regulação proposta e a realidade do ambiente online.
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