População evita emissoras ligadas à junta militar para assistir aos jogos, utilizando métodos alternativos como forma de protesto político.
Torcedores em Mianmar têm organizado um boicote sistemático às transmissões da Copa do Mundo no país. A medida é uma resposta direta ao fato de que os direitos de exibição pertencem a uma emissora co-propriedade da junta militar, que assumiu o poder após um golpe há cinco anos. Para evitar qualquer forma de apoio ao regime, a população tem buscado métodos alternativos para acompanhar as partidas, recusando-se a sintonizar os canais estatais. Esse movimento reflete a insatisfação contínua dos cidadãos com a gestão militar e demonstra como eventos esportivos de grande escala se tornam espaços de resistência política. A iniciativa destaca a tensão social persistente no país, onde o boicote a serviços controlados pelo governo tornou-se uma ferramenta comum de protesto civil contra a autoridade estabelecida.
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