Governo planeja exigir alertas de risco em anúncios de apostas
O governo articula novas regras de transparência para bets, enquanto emissoras reduzem o tom de publicidade após pressão regulatória e do Conar.
Pontos principais
- O governo federal prepara uma Medida Provisória para exigir alertas sobre riscos financeiros e de vício em anúncios de apostas.
- O Conar suspendeu anúncios de KTO, Betnacional e Bet365 na CazéTV por suspeita de induzir o público a erro.
- Emissoras como CazéTV, Globo e SBT adotaram uma postura mais discreta, removendo incentivos diretos às apostas durante transmissões da Copa 2026.
- A Senacon mantém investigações sobre o setor, intensificando a fiscalização sobre as práticas de marketing das casas de apostas no país.
O governo federal anunciou a intenção de tornar obrigatória a exibição de alertas sobre riscos de prejuízo financeiro e vício em todas as peças publicitárias de apostas esportivas. A proposta, que deve ser formalizada via Medida Provisória pelo Ministério da Fazenda, busca adotar um tom mais incisivo, comparável às advertências de saúde utilizadas em propagandas de cigarro. A iniciativa ocorre em um momento de maior escrutínio sobre o setor, com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) investigando práticas de mercado que possam induzir o consumidor a erro.
Paralelamente, o Conar determinou a suspensão liminar de anúncios das marcas KTO, Betnacional e Bet365 na CazéTV. Em resposta à pressão regulatória e ao julgamento de mérito pendente no Conselho de Ética, a CazéTV e outras emissoras, como Globo e SBT, reduziram o tom agressivo de suas ativações comerciais. Durante a Copa do Mundo 2026, narradores e comentaristas deixaram de divulgar odds ou incentivar apostas em tempo real, revisando protocolos para alinhar as transmissões às novas exigências de transparência e responsabilidade social.
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