Senador Eduardo Girão contesta leilão de reserva de capacidade
O parlamentar critica custos do leilão de energia e defende a substituição de termelétricas por sistemas de armazenamento com baterias.
Pontos principais
- Eduardo Girão estima que o modelo atual pode custar mais de R$ 500 bilhões em dez anos.
- O senador argumenta que termelétricas são ineficientes e poluentes em comparação a baterias.
- Ações judiciais levaram a Aneel a adiar a homologação do leilão de reserva de capacidade.
- Girão solicita uma revisão do modelo e a realização de estudos técnicos adicionais.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) manifestou críticas contundentes ao leilão de reserva de capacidade do setor elétrico brasileiro. Em pronunciamento no Senado, o parlamentar alertou que o modelo vigente pode elevar os custos do setor em mais de R$ 500 bilhões na próxima década, gerando impactos diretos nas tarifas pagas pelos consumidores. Girão defende que o governo priorize tecnologias de armazenamento por baterias em detrimento das usinas termelétricas, as quais classificou como poluentes e ineficientes para a matriz energética atual. O processo de contratação já enfrenta entraves jurídicos, que forçaram a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a adiar a homologação do certame. O senador reforçou a necessidade de uma revisão profunda do modelo de contratação e a apresentação de novos estudos técnicos que garantam maior eficiência e sustentabilidade ao sistema elétrico nacional.
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