Decisão judicial trava leilão de reserva de capacidade que priorizava usinas termelétricas fósseis em detrimento de tecnologias de armazenamento.
A Justiça brasileira suspendeu um megaleilão de reserva de capacidade promovido pelo governo federal, que previa um custo de R$ 515 bilhões aos consumidores. O certame foi alvo de contestações por privilegiar a contratação de usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis, em uma estratégia que especialistas consideram defasada. Segundo analistas do setor elétrico, a opção ignora o potencial das baterias para o armazenamento de energia, tecnologia que apresenta maior eficiência técnica e menor impacto financeiro a longo prazo. A paralisação do leilão coloca em xeque a atual política de transição energética do país, levantando debates sobre a sustentabilidade das escolhas governamentais para garantir a segurança do sistema elétrico nacional. A decisão judicial abre espaço para uma revisão do modelo, pressionando o governo a considerar alternativas mais alinhadas com as tendências globais de descarbonização e redução de custos para o consumidor final.
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