Governo defende leilões de energia e expansão de termelétricas na Câmara
O governo federal justifica a contratação de termelétricas para garantir a segurança energética, apesar de críticas sobre o impacto nas tarifas.
Pontos principais
- Ministro em exercício defende leilões como estratégia para assegurar o abastecimento nacional.
- ONS alerta para risco de cortes de energia até 2030 sem a contratação de potência adicional.
- Parlamentares apontam que o modelo eleva custos, gera inflação e reduz a competitividade industrial.
- Governo planeja leilão de baterias para 2026 visando maior estabilidade e integração de renováveis.
- Custo da reserva de energia foi redistribuído entre todos os usuários do sistema elétrico.
O governo federal defendeu, em audiência na Câmara dos Deputados, a continuidade dos leilões de energia e a contratação de termelétricas como pilares para a segurança do sistema elétrico brasileiro. Segundo o ministro em exercício, Gustavo Cerqueira Ataíde, a estratégia busca equilibrar a matriz energética combinando fontes renováveis com a potência firme das térmicas. O Operador Nacional do Sistema (ONS) reforçou a necessidade da medida, alertando que a ausência de novas contratações poderia elevar o risco de desabastecimento até 2030. Em contrapartida, parlamentares questionaram o modelo, argumentando que o aumento dos custos operacionais pressiona a inflação e prejudica a competitividade da indústria nacional. Além da polêmica sobre os preços, o governo anunciou um leilão de baterias previsto para 2026, com o objetivo de integrar melhor as fontes renováveis e garantir maior estabilidade à rede elétrica.
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