Pesquisadora aponta exploração de vulnerabilidades por big techs
Modelo de negócios de redes sociais prioriza engajamento ao explorar emoções dos usuários, segundo a pesquisadora Kaitlyn Regehr.
Pontos principais
- O modelo de negócios das big techs foca na maximização do tempo de tela.
- Algoritmos privilegiam conteúdos que geram polarização e reações intensas.
- A exploração de vulnerabilidades emocionais é usada como estratégia de retenção.
- A amplificação de conteúdos nocivos é uma consequência direta da busca por engajamento.
Em seu livro 'Nação Smartphone', a pesquisadora britânica Kaitlyn Regehr analisa como o modelo de negócios das grandes empresas de tecnologia utiliza vulnerabilidades emocionais para manter os usuários conectados. Segundo a autora, o foco na maximização do tempo de tela leva os algoritmos a priorizar conteúdos que despertam reações intensas e promovem a polarização, resultando na amplificação de materiais nocivos. Essa dinâmica, desenhada para capturar a atenção do público, levanta preocupações sobre o impacto das redes sociais na saúde mental e no comportamento dos usuários. A análise de Regehr destaca como a arquitetura dessas plataformas é estruturada para monetizar o engajamento, transformando as fragilidades psicológicas dos indivíduos em ativos estratégicos para a retenção de audiência no ambiente digital.
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