Plataformas digitais utilizam dados de saúde para prever eventos de vida e exibir publicidade personalizada antes mesmo do conhecimento das usuárias.
Plataformas digitais têm utilizado dados de monitoramento de ciclo menstrual para alimentar algoritmos de publicidade personalizada. A prática permite que empresas identifiquem mudanças biológicas e prevejam eventos de vida, como gestações, antes mesmo que as próprias usuárias tenham conhecimento ou compartilhem a informação publicamente. O fenômeno ocorre através da análise de padrões de comportamento e dados de saúde inseridos em aplicativos, que são processados para direcionar anúncios específicos com alta precisão. Esse cenário intensifica as preocupações sobre a privacidade digital e os limites éticos do marketing baseado em dados sensíveis. Especialistas apontam que a capacidade de antecipar informações íntimas por meio de machine learning coloca em xeque a autonomia das usuárias sobre seus próprios dados, gerando um amplo debate sobre a necessidade de maior transparência e regulação na coleta de informações pessoais por grandes empresas de tecnologia.
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