Plataformas digitais utilizam dados comportamentais para prever eventos pessoais e explorar vulnerabilidades emocionais dos usuários para fins comerciais.
A pesquisadora britânica Kaitlyn Regehr denunciou que as big techs utilizam dados comportamentais para explorar vulnerabilidades emocionais dos usuários com fins lucrativos. Segundo a especialista, a capacidade de prever eventos pessoais importantes antes mesmo de amigos e familiares demonstra um nível de monitoramento invasivo que levanta sérias questões éticas. Os algoritmos atuais não apenas mapeiam tendências de consumo, mas também identificam estados psicológicos sensíveis, incluindo sinais de automutilação ou risco de suicídio em crianças e adolescentes. Essa prática de monetizar vulnerabilidades psicológicas coloca em xeque a responsabilidade das plataformas digitais sobre o uso de dados sensíveis. O cenário reforça a necessidade de um debate mais profundo sobre a regulação da coleta de informações comportamentais e a proteção da privacidade mental dos usuários frente ao poder preditivo dos sistemas de machine learning.
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