Marco Rubio mantém pressão por tarifas de 25% sobre produtos brasileiros
Secretário de Estado dos EUA reafirma tarifas, classifica facções como terroristas e aponta audiência de julho como canal oficial de negociação.
Pontos principais
- Marco Rubio confirmou que a audiência pública de 6 de julho é o canal oficial para discutir a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
- O governo dos EUA formalizou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
- Investigações sob a Seção 301 abrangem temas como comércio digital, propriedade intelectual e desmatamento.
- O governo Lula critica a articulação paralela de Flávio Bolsonaro, defendendo que negociações comerciais ocorram apenas por canais diplomáticos oficiais.
- O secretário americano esclareceu que as investigações são conduzidas pelo USTR, sob a chefia de Jamieson Greer.
- Flávio Bolsonaro confirmou sua participação na audiência pública nos Estados Unidos para tentar reverter a medida.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, respondeu formalmente a uma carta do senador Flávio Bolsonaro, reafirmando a manutenção da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. No documento, Rubio esclareceu que a audiência pública agendada para 6 de julho de 2026 é o canal oficial para debater as sobretaxas, reforçando que as investigações são conduzidas pelo USTR, chefiado por Jamieson Greer. O secretário citou preocupações contínuas com barreiras ao etanol e temas sob a Seção 301, como comércio digital, propriedade intelectual e desmatamento. Em resposta, Flávio Bolsonaro confirmou que comparecerá à audiência para defender os interesses da economia brasileira.
Além da pauta comercial, Rubio agradeceu o apoio do parlamentar à designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, reforçando a cooperação em segurança entre os dois países. A iniciativa de Flávio Bolsonaro, contudo, gerou críticas do governo Lula, que defende que as negociações comerciais devem ser conduzidas exclusivamente por vias diplomáticas oficiais. Apesar das tensões, a carta de Rubio sinalizou a disposição de Washington em colaborar com o próximo governo eleito no Brasil em outubro, mantendo a busca por uma estrutura de investimento mutuamente benéfica como um dos pilares da agenda bilateral sob a gestão do presidente Donald Trump.
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