Fluxo negativo em ações e renda fixa foi compensado pelo forte desempenho do Investimento Estrangeiro Direto, que somou US$ 8 bilhões no período.
O Brasil registrou uma saída líquida de US$ 5,5 bilhões em investimentos de portfólio durante o mês de maio, refletindo uma movimentação de cautela dos investidores estrangeiros tanto no mercado de ações quanto na renda fixa. Apesar desse movimento, o balanço externo brasileiro demonstrou resiliência, impulsionado por um Investimento Estrangeiro Direto (IED) robusto de US$ 8 bilhões, que superou as expectativas iniciais. O superávit comercial de US$ 6,95 bilhões também desempenhou um papel fundamental ao atenuar o impacto do déficit em conta corrente, que fechou em US$ 3,2 bilhões. Analistas do Goldman Sachs destacam que, embora os números correntes sejam melhores do que o esperado, a sustentabilidade do balanço externo a longo prazo permanece dependente de um ajuste fiscal consistente por parte do governo para manter a confiança do mercado internacional.
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