O Brasil apresentou um déficit em transações correntes de US$ 1,765 bilhão em abril, conforme dados do Banco Central. O resultado superou a mediana das projeções do mercado, que estimava um saldo negativo de US$ 100 milhões, mas representou uma melhora frente ao déficit de US$ 6,036 bilhões de março. No acumulado de 2026, o saldo negativo atinge US$ 21,965 bilhões, com a autoridade monetária projetando um déficit anual de US$ 58 bilhões. Paralelamente, a dívida externa bruta do país subiu para US$ 416,976 bilhões em abril, ante US$ 401,187 bilhões no mês anterior, sendo composta por US$ 295,290 bilhões em dívidas de longo prazo e US$ 121,686 bilhões de curto prazo.
Apesar do cenário de déficit, o fluxo de investimentos diretos no país (IDP) demonstrou resiliência, totalizando US$ 8,912 bilhões, montante que superou as expectativas. O setor externo também refletiu movimentos distintos nos mercados financeiros: enquanto o investimento estrangeiro em ações brasileiras registrou saldo positivo de US$ 986 milhões, os títulos de renda fixa negociados no país apresentaram saída líquida de US$ 477 milhões. Adicionalmente, a conta de viagens internacionais fechou o mês com um déficit de US$ 1,456 bilhão, impactada pelo aumento dos gastos de brasileiros no exterior, enquanto o déficit em 12 meses recuou para 2,66% do PIB.
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