Daily Journal
Daily Journal

Brasil registra déficit de US$ 1,76 bilhão em conta corrente em abril

O déficit em transações correntes superou expectativas, mas foi mitigado por um forte superávit comercial e robusto fluxo de investimentos diretos no país.

Daily Journal
Foto: InfoMoney
||
26/05 às 09:36 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O déficit em transações correntes totalizou US$ 1,765 bilhão em abril de 2026.
  • A balança comercial registrou superávit de US$ 9,7 bilhões, impulsionada por exportações de petróleo e soja.
  • O investimento direto no país (IDP) atingiu US$ 8,9 bilhões, alta de 64,8% na comparação anual.
  • As despesas com viagens internacionais cresceram 66,4% em relação a abril de 2025.
  • O estoque de reservas internacionais do país subiu para US$ 366,9 bilhões.
  • O déficit em transações correntes acumulado em 12 meses recuou para 2,66% do PIB.
  • A dívida externa bruta brasileira subiu para US$ 416,976 bilhões em abril.

O Brasil apresentou um déficit em transações correntes de US$ 1,765 bilhão em abril, conforme dados do Banco Central. O resultado superou a mediana das projeções do mercado, que estimava um saldo negativo de US$ 100 milhões, mas representou uma melhora significativa frente ao déficit de US$ 6,036 bilhões registrado em março. No acumulado de 2026, o saldo negativo atinge US$ 21,965 bilhões, com a autoridade monetária projetando um déficit anual de US$ 58 bilhões. Paralelamente, a dívida externa bruta do país subiu para US$ 416,976 bilhões, composta por US$ 295,290 bilhões em dívidas de longo prazo e US$ 121,686 bilhões de curto prazo, enquanto as reservas internacionais alcançaram US$ 366,9 bilhões.

Apesar do cenário de déficit, o fluxo de investimentos diretos no país (IDP) demonstrou forte resiliência, totalizando US$ 8,912 bilhões em abril, um crescimento de 64,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse volume elevou o saldo acumulado em 12 meses para US$ 79,2 bilhões. O desempenho foi sustentado por um superávit comercial robusto de US$ 9,7 bilhões, que serviu como contrapeso para as pressões observadas em outras contas externas, como a renda primária, que registrou déficit de US$ 6,8 bilhões, e o setor de serviços, impactado pelo aumento de 66,4% nas despesas com viagens internacionais em comparação ao ano anterior.

O setor externo também refletiu movimentos distintos nos mercados financeiros: enquanto o investimento estrangeiro em ações brasileiras registrou saldo positivo de US$ 986 milhões, os títulos de renda fixa negociados no país apresentaram saída líquida de US$ 477 milhões. Economistas monitoram fluxos de capitais e a dinâmica das contas externas, que, apesar da pressão sazonal, mantêm o déficit em 12 meses em 2,66% do PIB. A posição externa do país permanece em patamares considerados confortáveis, sendo financiada integralmente pelo fluxo contínuo de investimentos diretos que ingressam na economia nacional.

Comentários

Carregando comentários...