Taxas de juros futuros reduzem perdas após falas do Banco Central
Mercado de DIs oscila após IPCA-15 abaixo do esperado e esclarecimentos do Banco Central sobre a condução da política monetária.
Pontos principais
- IPCA-15 de junho desacelerou para 0,41%, resultado abaixo da projeção de 0,44%.
- Diretores do Banco Central negaram o alongamento do horizonte da política monetária.
- Gabriel Galípolo reforçou a ausência de guidance sobre a Selic devido às incertezas.
- Banco Central elevou a projeção de crescimento do PIB para 2026 de 1,6% para 2,0%.
As taxas de juros futuros no Brasil apresentaram volatilidade após a divulgação do IPCA-15 de junho, que subiu 0,41%, desacelerando frente aos 0,62% registrados em maio e ficando abaixo das expectativas do mercado. O dado de inflação favorável impulsionou uma queda inicial nas taxas de curto prazo, enquanto os vencimentos longos registraram alta ao longo do dia. O movimento foi acompanhado por esclarecimentos de dirigentes do Banco Central, que buscaram conter ruídos sobre a estratégia da instituição. O diretor Paulo Picchetti negou que o BC esteja alongando o horizonte da política monetária, enquanto o presidente Gabriel Galípolo reiterou que não há sinalizações (guidance) sobre o futuro da Selic, mantendo a postura de dependência de novos dados. Paralelamente, a autoridade monetária revisou suas projeções macroeconômicas, elevando a estimativa de crescimento do PIB para 2026 de 1,6% para 2,0%.
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