Dirigentes do BC descartaram mudanças na política monetária, estabilizando o mercado de DIs após a divulgação de dados do IPCA-15.
As taxas de juros futuros no Brasil apresentaram uma trégua na volatilidade após declarações de dirigentes do Banco Central. O diretor Paulo Picchetti esclareceu que a instituição não pretende alongar o horizonte da política monetária, enquanto o presidente Gabriel Galípolo reiterou que não há sinalizações prévias sobre o futuro das taxas, mantendo a postura de dependência de novos dados econômicos. O movimento de estabilização foi influenciado pela divulgação do IPCA-15 de junho, que registrou alta de 0,41%, resultado abaixo das expectativas do mercado financeiro. Além das sinalizações sobre a condução dos juros, o Banco Central atualizou suas projeções macroeconômicas, elevando a estimativa de crescimento do PIB para 2026 de 1,6% para 2,0%. O cenário reflete a tentativa da autoridade monetária de ancorar as expectativas em meio a um ambiente de incertezas sobre a trajetória da inflação e da atividade econômica.
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