Adiar compra de imóvel pode reduzir poder de compra, aponta especialista
Especialistas alertam que a espera por juros menores pode encarecer o custo final do imóvel devido à valorização do setor e dos insumos.
Pontos principais
- O financiamento imobiliário no Brasil movimentou R$ 180 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 23%.
- A valorização contínua de preços e custos de construção supera o impacto do custo elevado do crédito.
- Especialistas recomendam a portabilidade de crédito como alternativa para reduzir juros em quedas futuras.
- A alta nos aluguéis impulsiona a busca pela casa própria como estratégia de formação de patrimônio.
O mercado imobiliário brasileiro registrou um crescimento expressivo de 23% no volume de financiamentos durante o primeiro semestre de 2026, totalizando R$ 180 bilhões. Segundo o empresário Dário Ferraço, a estratégia de adiar a aquisição de um imóvel à espera de uma redução nas taxas de juros pode ser contraproducente. O aumento constante nos preços dos imóveis e nos custos dos insumos da construção civil tende a corroer o poder de compra do consumidor, tornando a espera financeiramente desvantajosa. Além disso, a pressão inflacionária sobre os aluguéis tem incentivado famílias a buscarem a casa própria como forma de proteção patrimonial. Para aqueles que optam por financiar agora, a recomendação técnica é utilizar a portabilidade de crédito caso o cenário macroeconômico permita uma queda nas taxas de juros futuramente, garantindo assim a renegociação das condições da dívida.
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