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Crédito consignado do INSS cai 40% em dois anos

O volume de novos empréstimos consignados para aposentados recuou 40% entre 2024 e 2026 devido a novas regras de segurança e ao endividamento.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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24/06 às 23:32

Pontos principais

  • A concessão de novos empréstimos consignados para beneficiários do INSS encolheu 40% no biênio 2024-2026.
  • A implementação obrigatória da biometria reduziu a oferta de crédito ao aumentar o rigor na contratação.
  • Cerca de 25% dos aposentados e pensionistas tornaram-se inelegíveis para novas operações devido ao superendividamento.
  • As medidas visam conter fraudes e mitigar os riscos financeiros associados a essa parcela da população.

A concessão de novos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS registrou uma queda expressiva de 40% no biênio 2024-2026. O recuo é resultado de uma combinação entre o endurecimento das normas de segurança, como a obrigatoriedade da biometria para evitar fraudes, e a deterioração da saúde financeira dos beneficiários. Atualmente, aproximadamente 25% dos segurados do INSS não possuem margem consignável ou perfil para novas contratações, refletindo um cenário de superendividamento. Esse movimento de retração no mercado de crédito reflete um esforço conjunto de instituições financeiras e órgãos reguladores para controlar o acesso ao crédito consignado, priorizando a proteção dos idosos contra o endividamento excessivo e garantindo maior transparência nas operações financeiras realizadas por esse público.

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