Comissão aprova fator de custo para repasses da educação na Amazônia
Projeto cria mecanismo para ajustar verbas federais da educação básica às dificuldades logísticas e custos elevados da região amazônica.
Pontos principais
- O Fator de Custo Amazônico (FCA) visa compensar gastos extras com transporte, energia e comunicação em áreas remotas.
- A medida será integrada às leis que regulamentam o Fundeb e o PDDE.
- O Ministério da Educação será responsável por definir os indicadores técnicos para o cálculo do fator.
- A proposta foi aprovada na forma de um substitutivo pelo relator Zezinho Barbary.
- O texto ainda deve tramitar pelas comissões de Educação, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça.
A Comissão da Amazônia da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que institui o Fator de Custo Amazônico (FCA), mecanismo destinado a ajustar os repasses federais da educação básica às realidades logísticas da região. A medida busca compensar despesas adicionais enfrentadas por municípios locais, como os elevados custos de transporte, energia e comunicação em áreas de difícil acesso. Segundo o texto, o Ministério da Educação ficará encarregado de estabelecer os indicadores técnicos necessários para o cálculo do benefício, que será incorporado ao Fundeb e ao PDDE. A iniciativa, aprovada na forma de um substitutivo pelo relator Zezinho Barbary, ainda precisa passar pela análise das comissões de Educação, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça antes de seguir para votação no Senado. O objetivo central é garantir maior equidade no financiamento educacional, considerando as particularidades geográficas da Amazônia Legal.
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