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Elliott e SVP Global compram dívidas da Braskem em meio à reestruturação

Gestoras pressionam Braskem por mudanças no plano de recuperação, enquanto credores criticam falta de injeção de capital e tratamento desigual.

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Foto: Bloomberg - Markets
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18/06 às 20:45 · atualizado 19/06 às 08:02

Pontos principais

  • Elliott e SVP Global compraram dívidas da Braskem para influenciar a reestruturação e evitar um possível pedido de proteção judicial.
  • Credores resistem ao plano de recuperação de R$ 51,8 bilhões, citando tratamento desigual entre títulos de curto e longo prazo.
  • Há críticas à ausência de injeção de novos recursos pelos controladores, Petrobras e IG4 Capital, que também enfrenta pedido de OPA.
  • A empresa precisa de apoio de um terço dos credores para evitar o vencimento de US$ 150 milhões em julho e riscos judiciais em Alagoas.

As gestoras Elliott Investment Management e SVP Global ampliaram sua participação na dívida da Braskem, buscando influenciar as negociações de reestruturação financeira da petroquímica. A entrada dessas gestoras, especializadas em ativos estressados, ocorre em um momento de impasse, no qual a companhia tenta viabilizar um plano de recuperação extrajudicial para uma dívida total de R$ 51,8 bilhões. O plano atual, que propõe extensão de prazos e redução de cupons, enfrenta resistência de parte dos credores, que apontam um tratamento desigual entre detentores de títulos de diferentes vencimentos e a falta de injeção de capital novo por parte dos controladores, Petrobras e IG4 Capital.

Além das tensões com credores, a Braskem lida com incertezas operacionais e riscos judiciais relacionados ao caso de Alagoas, o que tem pressionado o valor de suas ações. Paralelamente, o fundo Shine I, vinculado à IG4 Capital, protocolou um pedido de OPA para adquirir a totalidade das ações da petroquímica. A empresa corre contra o tempo para angariar o apoio de um terço dos credores necessários para a aprovação do plano, evitando assim um pedido de proteção judicial emergencial antes do vencimento de US$ 150 milhões em obrigações previsto para julho.

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