União Europeia impõe novas restrições a produtos brasileiros
Novas barreiras técnicas da UE afetam exportações de soja, aço e carne do Brasil, gerando tensões comerciais após acordo com o Mercosul.
Pontos principais
- Soja brasileira é classificada como alto risco de desmatamento indireto, limitando seu uso em biocombustíveis europeus a partir de 2030.
- Setor siderúrgico enfrentará novas cotas e tarifas elevadas para exportações ao bloco europeu a partir de julho.
- Brasil foi removido da lista de exportadores de proteína animal devido a exigências sobre o uso de antimicrobianos.
- Governo brasileiro contesta as medidas, classificando-as como barreiras protecionistas disfarçadas de critérios ambientais e sanitários.
A União Europeia implementou uma série de restrições técnicas que impactam diretamente setores estratégicos da economia brasileira, incluindo soja, aço e proteína animal. As medidas incluem a classificação da soja como alto risco de desmatamento indireto, o que restringe seu uso em biocombustíveis a partir de 2030, além da imposição de novas cotas e tarifas para o aço nacional. Adicionalmente, o Brasil perdeu a autorização para exportar produtos de origem animal ao bloco, sob alegações de não conformidade com normas europeias de uso de antimicrobianos.
O governo brasileiro e representantes do setor produtivo contestam as decisões, argumentando que as exigências funcionam como barreiras protecionistas disfarçadas de critérios ambientais e sanitários. A situação gera incertezas sobre a eficácia do recente acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, visto que as novas restrições contradizem o espírito de abertura comercial defendido pelo tratado.
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