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Queda do petróleo após acordo EUA-Irã impacta Bolsa e combustíveis

O recuo do petróleo abaixo de US$ 75 reduz preços de combustíveis no Brasil, com o diesel registrando queda de até 8,49% após acordo entre EUA e Irã.

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Foto: InfoMoney
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24/06 às 14:15 · atualizado 19:45

Pontos principais

  • O preço do petróleo Brent recuou abaixo de US$ 75 após o acordo de paz entre EUA e Irã.
  • O memorando assinado por Donald Trump e Masoud Pezeshkian prevê o fim de sanções e a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • O índice IPTL registrou queda nos preços do diesel (8,49%) e da gasolina (1,57%) no Brasil entre 14 e 20 de junho.
  • O acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo em até 30 dias.
  • A desvalorização da commodity alivia pressões inflacionárias e beneficia setores de consumo na B3.
  • A Edenred Ticket Log projeta que o alívio nos preços dos combustíveis deve seguir de forma gradual nos próximos 60 dias.
  • Apesar da redução recente, os preços dos combustíveis no Brasil ainda permanecem acima dos níveis registrados antes da escalada militar.

O mercado financeiro e o setor de combustíveis no Brasil reagem à queda do preço do petróleo Brent, que passou a ser negociado abaixo de US$ 75 por barril após o acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irã. O memorando de paz, assinado pelo presidente Donald Trump e pelo líder iraniano Masoud Pezeshkian, prevê o fim das sanções, a retomada das exportações iranianas e a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo em até 30 dias, reduzindo a tensão geopolítica que elevou os preços entre março e abril. Como reflexo direto, o índice IPTL apontou recuo nos preços do diesel e da gasolina no País entre 14 e 20 de junho, com o diesel apresentando uma redução expressiva de 8,49% e a gasolina de 1,57%.

Enquanto o setor de óleo e gás enfrenta volatilidade na Bolsa, empresas voltadas ao consumo interno tendem a se beneficiar do cenário de custos menores. A Edenred Ticket Log projeta que o alívio nos preços dos combustíveis deve seguir de forma gradual nos próximos 60 dias, caso as negociações definitivas avancem. Contudo, analistas ressaltam que, apesar da queda recente, os valores nas bombas ainda permanecem acima dos níveis registrados antes da escalada militar no Oriente Médio, e o movimento não elimina desafios fiscais estruturais do governo brasileiro.

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