Acordo para reabrir o Estreito de Ormuz derruba preços do petróleo, impactando ações da Petrobras e as perspectivas para o setor de energia.
Os preços do petróleo registraram queda acentuada, com o Brent recuando até 6% e o WTI caindo 5,5%, atingindo os menores patamares desde 10 de março. O movimento reflete a redução do prêmio de risco após o presidente Donald Trump confirmar um acordo preliminar de cessar-fogo com o Irã, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão do bloqueio naval. A formalização do pacto está prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça, embora questões complexas como o programa nuclear iraniano e sanções econômicas permaneçam em aberto. A reabertura esperada da rota deve ampliar a oferta global da commodity e reduzir pressões inflacionárias a médio prazo.
O impacto da desvalorização atingiu o mercado de capitais, com os ADRs da Petrobras registrando queda superior a 3% no pré-market da Bolsa de Nova York. Apesar da volatilidade, analistas da XP Investimentos mantêm Petrobras e PRIO como recomendações principais, destacando que subsídios governamentais podem beneficiar o fluxo de caixa da estatal em US$ 7,6 bilhões até o fim de 2026. Especialistas alertam, contudo, que o mercado de energia deve permanecer apertado até 2027 devido aos danos na infraestrutura logística e aos cerca de 500 navios ainda retidos na região, exigindo cautela dos investidores diante do cenário misto para as petroleiras.
InfoMoney • 15 jun, 08:52
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