Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro de 2026, o preço do litro do óleo diesel no Brasil subiu cerca de 20%. O Brasil importa aproximadamente 30% do diesel que consome, tornando-o vulnerável às flutuações do mercado internacional. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) inicialmente atribuiu a escassez a questões logísticas, e não à falta de produtos. No Rio Grande do Sul, a situação se agravou, com o número de municípios relatando escassez de diesel subindo de 142 para 166 em menos de uma semana. Prefeituras foram forçadas a priorizar o uso do combustível para serviços essenciais, como saúde e transporte de pacientes, suspendendo obras e atividades que dependiam de maquinário. O governo federal implementou medidas como a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e a subvenção de R$ 0,32 por litro para empresas produtoras ou importadoras, buscando suavizar o repasse dos aumentos ao consumidor final. A Petrobras também reajustou o preço do diesel em R$ 0,38, mas o impacto nas bombas foi atenuado pelas ações governamentais.