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Preço da carne bovina sobe no Brasil com foco de frigoríficos na China

A redução da oferta interna, impulsionada pela alta demanda de exportação para a China, eleva o preço de cortes populares no mercado brasileiro.

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Foto: G1 - Economia
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24/06 às 05:31

Pontos principais

  • A corrida dos frigoríficos para exportar à China antes do fim das cotas tarifárias diminuiu a oferta de carne no Brasil.
  • Cortes como picanha, filé-mignon e peito apresentaram altas expressivas ao longo de 2026.
  • O consumo doméstico enfrenta restrições devido ao endividamento das famílias e ao baixo poder de compra.
  • Efeitos climáticos do El Niño e a demanda aquecida devem pressionar os preços no último trimestre de 2026.
  • O veto da União Europeia à carne brasileira, previsto para setembro, terá impacto limitado no volume total exportado.

O mercado brasileiro de carne bovina enfrenta um cenário de alta nos preços em 2026, motivado principalmente pela estratégia dos frigoríficos em priorizar as exportações para a China. A busca por atender o mercado chinês antes do encerramento das cotas tarifárias reduziu a disponibilidade do produto internamente, encarecendo cortes nobres e populares, como a picanha e o filé-mignon. Esse movimento ocorre em um momento de fragilidade econômica para o consumidor brasileiro, que lida com níveis elevados de endividamento e redução do poder de compra. Além da pressão comercial, o setor monitora os impactos do El Niño e a implementação de um veto simbólico da União Europeia, previsto para setembro. Especialistas projetam que a combinação de oferta restrita e demanda aquecida manterá a tendência de encarecimento do produto ao longo do último trimestre do ano.

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