Preço da carne bovina sobe mais de 10% no primeiro semestre de 2026
A alta nos cortes bovinos é impulsionada pela forte demanda de exportação para a China e por desafios climáticos que afetam a oferta interna.
Pontos principais
- Picanha e filé-mignon acumularam altas de 10,66% e 10,2%, respectivamente, no primeiro semestre.
- Frigoríficos anteciparam embarques para a China para evitar possíveis sobretaxas, reduzindo a disponibilidade no mercado interno.
- O consumo doméstico enfrenta limitações devido ao endividamento das famílias e ao baixo poder de compra.
- A União Europeia oficializou o veto à carne brasileira a partir de setembro de 2026.
- Especialistas preveem novas altas no último trimestre devido aos efeitos do El Niño e à demanda aquecida.
O mercado de carne bovina no Brasil registrou uma valorização expressiva nos primeiros seis meses de 2026, com cortes nobres como a picanha e o filé-mignon superando a marca de 10% de aumento. O movimento é reflexo direto da estratégia dos frigoríficos em antecipar as exportações para a China, buscando mitigar riscos de futuras sobretaxas, o que resultou em uma oferta interna reduzida. Paralelamente, o setor lida com o veto oficial da União Europeia à carne brasileira, que entra em vigor em setembro, embora o impacto no volume total exportado deva ser contido. A pressão inflacionária sobre os preços é agravada pelo fenômeno climático El Niño, que impacta a produção, enquanto o consumo interno permanece estagnado devido ao alto endividamento das famílias brasileiras, limitando a capacidade de absorção desses reajustes pelo consumidor final.
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