Erika Hilton e direção do PSOL divergem sobre repasse de recursos
Após críticas de Erika Hilton sobre o financiamento de sua campanha, o PSOL confirmou o repasse de R$ 2,3 milhões, valor superior ao de outros candidatos.
Pontos principais
- Erika Hilton acusou a cúpula do PSOL de descumprir acordos de financiamento, citando disparidades de raça e gênero.
- A direção nacional do PSOL nega as acusações e afirma que a candidatura de Hilton é a prioridade de investimento da legenda.
- O partido destinou R$ 2,3 milhões para a campanha de Hilton, montante R$ 100 mil superior ao previsto para outros deputados em reeleição.
- A parlamentar argumenta que a verba é insuficiente para cobrir custos de logística e segurança, contestando os critérios de distribuição.
- O conflito envolve críticas de Hilton sobre o financiamento de outros nomes do partido, como Manuela d’Ávila e Juliano Medeiros.
- Integrantes da ala oposta sugerem que a reclamação visa barganhar mais recursos ou construir uma narrativa para uma futura saída do partido.
- A direção busca apaziguar tensões internas após o apoio público de outros parlamentares às críticas da deputada.
A deputada federal Erika Hilton entrou em conflito com a direção nacional do PSOL ao acusar a legenda de descumprir acordos sobre a distribuição de recursos eleitorais. Segundo a parlamentar, a gestão dos fundos estaria inviabilizando sua campanha, o que gerou manifestações de apoio de outros membros da sigla, como Renata Souza e Rick Azevedo. A disputa interna expôs divergências sobre a priorização de recursos e a aplicação das políticas de inclusão do partido, com Hilton questionando a destinação de verbas para outros nomes da legenda.
Em resposta, a direção do PSOL e o presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, refutaram as alegações de negligência. O partido detalhou que a candidatura de Hilton receberá R$ 2,3 milhões do fundo eleitoral, valor que supera em R$ 100 mil o montante destinado a outros deputados em reeleição. Enquanto a cúpula defende que o valor representa uma deferência e nega privilégios indevidos, integrantes da ala oposta sugerem que a pressão da parlamentar pode ter como objetivo a obtenção de mais recursos ou a construção de uma narrativa para uma eventual saída da sigla. A divulgação dos valores busca encerrar o descontentamento público e organizar a distribuição de fundos para o ciclo eleitoral.
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