Copa do Mundo 2026 expõe potencial inexplorado dos naming rights
A exigência da Fifa de ocultar marcas em estádios durante a Copa de 2026 evidencia o valor comercial dos naming rights no futebol brasileiro.
Pontos principais
- A Fifa exige a neutralização de nomes de estádios durante a Copa para proteger patrocinadores globais.
- Cerca de 15 dos 16 estádios da Copa de 2026 tiveram suas marcas de naming rights ocultadas pela entidade.
- O modelo de naming rights é consolidado nos Estados Unidos, mas possui baixa adesão entre clubes brasileiros das Séries A e B.
- A marca Levi's utilizou a restrição de exposição como estratégia para reforçar o reconhecimento da marca durante o torneio.
A realização da Copa do Mundo de 2026 trouxe à tona o debate sobre a monetização de arenas esportivas. A exigência da Fifa para que os estádios neutralizem seus nomes, removendo marcas de patrocinadores locais para garantir exclusividade aos parceiros globais do torneio, evidenciou o valor estratégico desses ativos. Segundo o comentarista Cacá Bueno, o cenário expõe um potencial de receita ainda pouco explorado pelo futebol brasileiro, onde a adoção de naming rights permanece restrita a uma pequena parcela dos clubes das Séries A e B. Enquanto o mercado norte-americano utiliza o modelo como pilar financeiro, o Brasil enfrenta desafios para consolidar essa prática. A movimentação da Levi's, que aproveitou a ausência de marcas nos estádios para criar campanhas alternativas, ilustra como a visibilidade e o reconhecimento de marca continuam sendo ativos valiosos no ecossistema esportivo global.
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