Superintendência do Cade aponta restrição à concorrência pela B3 e encaminha processo para julgamento pelo tribunal administrativo do órgão.
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a condenação da B3 por supostas práticas anticoncorrenciais no mercado de ativos financeiros. Segundo o órgão, a operadora da bolsa brasileira teria adotado condutas que restringiram a livre concorrência em segmentos específicos de atuação. O caso agora segue para análise do tribunal administrativo do Cade, que dará a palavra final sobre eventuais sanções. A B3, por sua vez, terá a oportunidade de apresentar sua defesa perante o colegiado antes do veredito. A recomendação é um desdobramento de uma investigação mais profunda sobre o poder de mercado da companhia, que detém o monopólio da infraestrutura de negociação de ativos no Brasil. O desfecho deste processo pode impactar a dinâmica competitiva do setor financeiro nacional e a regulação sobre a infraestrutura de mercado.
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