A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a rejeição da compra de 60% da CRDC pela B3. O negócio, avaliado em R$ 15 milhões e anunciado em setembro do ano passado, foi classificado como complexo pelo órgão regulador em março. Com a recomendação técnica desfavorável, o processo segue agora para o tribunal do Cade, que decidirá se mantém o entendimento da superintendência ou se autoriza a operação. A preocupação central do órgão reside nos potenciais efeitos conglomerais da fusão e nos impactos que a integração poderia gerar sobre a concorrência no mercado de crédito. A B3 buscava com a aquisição fortalecer sua posição estratégica na infraestrutura de duplicatas escriturais e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), setores que têm ganhado relevância no ecossistema financeiro brasileiro.
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