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Possível liquidação do Banco Digimais pode custar R$ 60 bi ao FGC

Investigação da PF sobre o Banco Digimais aponta irregularidades contábeis e risco de desembolso recorde de R$ 60 bilhões pelo FGC.

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Foto: Times Brasil
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23/06 às 17:15 · atualizado 23:33

Pontos principais

  • O Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de gestão fraudulenta e irregularidades contábeis.
  • Investigadores apontam superavaliação de ativos e financiamento do próprio controlador para mascarar a saúde financeira da instituição.
  • Uma eventual liquidação do banco, caso falhe a negociação de venda para o BTG Pactual, pode exigir um aporte de R$ 60 bilhões do FGC.
  • O Banco Central identificou falhas na implementação de correções contábeis exigidas, elevando a pressão sobre o fundo garantidor.

O Banco Digimais, de propriedade de Edir Macedo, tornou-se o centro de preocupações no setor financeiro após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga práticas de gestão fraudulenta. A apuração aponta que a instituição teria superavaliado ativos e financiado o próprio controlador para manter a aparência de solidez nos balanços, em um padrão que despertou alertas do Banco Central. O cenário de instabilidade coloca em xeque a continuidade do banco, cuja possível venda ao BTG Pactual estaria condicionada a um aporte de R$ 7 bilhões do FGC, medida que enfrenta resistência de investigadores. Caso a negociação fracasse e a liquidação seja decretada, o Fundo Garantidor de Créditos estima um impacto financeiro de até R$ 60 bilhões para assegurar os depositantes, pressionando ainda mais a estabilidade do fundo após os recentes desembolsos realizados no caso do Banco Master.

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