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Polícia Federal deflagra operação contra banco Digimais

A Operação Miragem investiga fraudes contábeis e superavaliação de ativos no banco Digimais, com bloqueios de R$ 670 milhões e risco de liquidação.

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Foto: Pipeline Valor
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24/06 às 04:45 · atualizado 16:34

Pontos principais

  • A Polícia Federal investiga o uso de fundos da ID DTVM para inflar artificialmente o patrimônio do banco Digimais.
  • A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens de sócios e executivos, incluindo Rodrigo Balassiano.
  • A agência de risco Fitch rebaixou o rating do banco para CCC (bra) devido à baixa margem de segurança operacional.
  • Investigações apontam estratégias para ocultar problemas na carteira de crédito e manipulação contábil para atrair investidores via FGC.
  • A possível venda do banco ao BTG Pactual estaria condicionada a um aporte de R$ 7 bilhões para cobrir déficits.
  • A Polícia Federal considera a liquidação da instituição caso as negociações de venda não sejam concretizadas.
  • A ID DTVM alega atuar apenas como fiduciária, sem gestão direta dos R$ 55 bilhões sob sua custódia.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para apurar irregularidades na gestão do banco Digimais e sua relação com a administradora ID DTVM. A investigação aponta que fundos sob custódia da ID teriam sido utilizados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição, com foco na superavaliação de ativos de baixa qualidade em FIDCs. Suspeita-se que o banco tenha adotado estratégias para ocultar fragilidades financeiras e manipular dados contábeis, utilizando a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para captar recursos mesmo em situação de risco. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens e a quebra de sigilo bancário de envolvidos, incluindo o sócio da ID, Rodrigo Balassiano.

O cenário de incerteza levou a agência Fitch a rebaixar o rating do banco para CCC (bra), citando margem de segurança insuficiente. Em paralelo, o futuro da instituição é incerto: uma possível venda ao BTG Pactual estaria condicionada a um aporte de cerca de R$ 7 bilhões para cobrir déficits operacionais. Caso a negociação não seja concretizada, a Polícia Federal não descarta a possibilidade de liquidação do banco. Enquanto a ID DTVM reforça que atua apenas como fiduciária, a Unicom, ligada à Igreja Universal, esclareceu que o bispo Edir Macedo não participa da administração do Digimais.

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