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PF aponta fraude no Banco Digimais e BTG rompe parceria

Investigação da PF revela fraudes no Banco Digimais, levando ao bloqueio de R$ 670 milhões de Edir Macedo e ao rompimento da parceria com o BTG Pactual.

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Foto: InfoMoney
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23/06 às 12:35 · atualizado 19:15

Pontos principais

  • A Operação Miragem investiga manobras contábeis e fraudes no Banco Digimais, controlado por Edir Macedo.
  • A Polícia Federal solicitou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e a quebra de sigilo fiscal do controlador.
  • O BTG Pactual rescindiu o acordo de parceria com o banco após a revelação das irregularidades financeiras.
  • A ausência de mandados de busca contra Macedo justifica-se por sua residência no exterior, segundo a PF.
  • O Banco Digimais afirmou que colabora com as autoridades e está à disposição da Justiça.
  • O BTG Pactual chegou a celebrar documentos vinculantes para a aquisição do banco em abril de 2026, mas a transação não foi concretizada.
  • O Digimais possui um histórico recente de tentativas frustradas de venda antes do colapso da parceria com o BTG.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para investigar manobras contábeis no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo. Segundo as autoridades, a instituição teria utilizado um empréstimo de R$ 741,3 milhões para simular uma capitalização exigida pelo Banco Central. O cenário financeiro da entidade é crítico, com prejuízo de R$ 109 milhões e R$ 8,54 bilhões em CDBs emitidos, o que motivou o BTG Pactual a rescindir o acordo de parceria firmado anteriormente. O banco de André Esteves, inclusive, havia celebrado documentos vinculantes para a aquisição da instituição em abril de 2026, negociação que fracassou diante das irregularidades descobertas.

No âmbito das investigações, a PF solicitou o bloqueio de bens e valores de Edir Macedo no montante de até R$ 670 milhões, além da quebra de seus sigilos bancário e fiscal referentes ao período entre abril de 2021 e abril de 2026. A corporação esclareceu que não foram expedidos mandados de busca e apreensão contra o controlador por ele residir no exterior. O caso expõe um histórico de tentativas malsucedidas de venda do Digimais, que agora enfrenta o escrutínio das autoridades sobre crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Em nota, o banco declarou que está colaborando com as autoridades e permanece à disposição da Justiça.

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