Operadores de telemarketing pedem regulamentação da profissão na Câmara
Trabalhadores denunciam condições precárias e defendem o PL 2196/25, enquanto empresários alertam para o risco de automação no setor.
Pontos principais
- Representantes sindicais relataram abusos como metas excessivas e assédio moral.
- A categoria reivindica piso salarial nacional, jornada de 6 horas e adicionais de insalubridade.
- O Conselho Nacional de Direitos Humanos apontou falhas graves de infraestrutura no setor.
- A Feninfra alerta que uma regulamentação rígida pode acelerar a automação e reduzir postos de trabalho.
- O Projeto de Lei 2196/25 propõe a criação de um observatório de saúde e mesas de negociação.
Representantes da categoria de telemarketing levaram à Câmara dos Deputados denúncias sobre a precarização do trabalho, destacando problemas como metas abusivas, assédio moral e impactos negativos na saúde mental. Em audiência, o Conselho Nacional de Direitos Humanos corroborou as queixas, apontando falhas estruturais em diversos estados. Para mitigar o cenário, defensores do Projeto de Lei 2196/25, como a deputada Erika Kokay, buscam estabelecer direitos mínimos, incluindo piso salarial e jornada reduzida. Em contrapartida, o setor empresarial, representado pela Feninfra, argumenta que a imposição de regras rígidas pode desestimular a manutenção de postos de trabalho, incentivando empresas a acelerar processos de automação. O debate coloca em xeque o futuro da profissão, equilibrando a necessidade de proteção laboral com a viabilidade econômica do setor diante do avanço tecnológico.
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