Dólar sobe a R$ 5,19 com ata do Copom e tensões geopolíticas
O dólar encerrou o dia em alta a R$ 5,19, pressionado pela ata do Copom e pela aversão ao risco global que impactou o Ibovespa e o setor de tecnologia.
Pontos principais
- O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,186, refletindo a cautela do mercado com a política monetária interna e externa.
- A ata do Copom detalhou a redução da Selic, destacando a necessidade de conter a desancoragem das expectativas de inflação.
- O presidente Donald Trump afirmou que o Irã aceitou inspeções nucleares, embora Teerã tenha apresentado versões divergentes.
- EUA suspenderam o bloqueio naval no Estreito de Ormuz após supostas concessões iranianas.
- O Ibovespa recuou 0,52% em um dia de aversão ao risco, com resistência frente à baixa de big techs e semicondutores.
- Investidores monitoram a trajetória dos juros americanos e os sinais do Banco Central brasileiro.
O dólar encerrou o pregão em alta, cotado a R$ 5,186, em um movimento que reflete a reação dos investidores à ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento reforçou a cautela do Banco Central diante da desancoragem das expectativas de inflação, mantendo o mercado atento à condução da política de juros no Brasil. Em resposta à volatilidade, o Banco Central brasileiro realizou leilão de swap cambial, enquanto o Ibovespa enfrentou resistência, recuando 0,52% em um dia marcado pela cautela local e pela repercussão dos dados monetários.
No cenário externo, a pressão cambial é agravada pela aversão ao risco e pela expectativa de juros elevados nos Estados Unidos. As tensões geopolíticas seguem no radar, com o presidente Donald Trump afirmando que o Irã aceitou novas inspeções nucleares, uma declaração que contrasta com o posicionamento oficial de Teerã. Apesar da suspensão do bloqueio naval no Estreito de Ormuz pelos EUA, a incerteza global continua a impactar negativamente as bolsas, especialmente no setor de tecnologia e inteligência artificial, que registrou desempenho negativo no exterior.
A combinação de fatores domésticos e globais manteve o mercado financeiro em estado de alerta. Enquanto a ata do Copom serviu como o principal foco doméstico para a precificação de ativos, o desempenho das big techs no exterior adicionou uma camada extra de volatilidade ao Ibovespa. O mercado segue monitorando a trajetória dos juros americanos e os sinais do Banco Central brasileiro, buscando entender como a política monetária interna se ajustará diante do cenário de incertezas diplomáticas e da pressão sobre os ativos de risco.
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