Dólar fecha a R$ 5,20 e atinge maior cotação desde março
A moeda norte-americana encerrou o dia em alta, pressionada pelo fortalecimento global do dólar, incertezas fiscais e a queda nos preços do petróleo.
Pontos principais
- O dólar subiu 0,28% e fechou o pregão cotado a R$ 5,202.
- O Ibovespa recuou 0,44%, aos 170.506 pontos, impactado por ações de petroleiras e mineradoras.
- A expectativa de juros elevados nos EUA sob a gestão de Kevin Warsh no Federal Reserve fortalece a moeda globalmente.
- O preço do petróleo Brent caiu 3,81% com a redução das tensões no Estreito de Ormuz.
- Incertezas fiscais internas e a volatilidade das commodities pressionam o câmbio doméstico.
- A queda do petróleo, embora tenha aliviado o real pontualmente, prejudicou o desempenho da bolsa brasileira.
O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira cotado a R$ 5,202, atingindo seu maior valor desde março. O movimento de alta reflete um cenário de aversão ao risco, impulsionado pelo fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional. Investidores demonstram cautela com a política monetária dos Estados Unidos, sob a gestão de Kevin Warsh no Federal Reserve, temendo que os juros permaneçam em patamares elevados por um período mais longo do que o esperado inicialmente. Esse ambiente de incerteza global, somado à busca por ativos de segurança, mantém a volatilidade elevada nos mercados financeiros.
No cenário doméstico, a pressão sobre o câmbio é agravada por incertezas fiscais e pela repercussão da ata do Copom, que gera dúvidas sobre a trajetória dos juros no Brasil. Paralelamente, o Ibovespa fechou em queda de 0,44%, aos 170.506 pontos, pressionado pela desvalorização de 3,81% no preço do petróleo Brent. A redução das tensões no Estreito de Ormuz diminuiu o prêmio de risco sobre a commodity, afetando diretamente o desempenho de empresas do setor energético e de mineração na bolsa. A combinação de fatores externos, como a política monetária restritiva do Fed e a oscilação das commodities, consolidou a cautela dos investidores diante das perspectivas econômicas globais.
Comentários
Carregando comentários...
