Dólar atinge maior patamar desde novembro com apostas no Fed
O dólar fechou a R$ 5,18, impulsionado pela expectativa de juros altos nos EUA, enquanto o Ibovespa subiu com a ata do Copom.
Pontos principais
- O dólar à vista subiu 0,89%, cotado a R$ 5,187, maior nível desde novembro.
- A ata do Copom sinalizou possível pausa no corte de juros, reduzindo incertezas locais.
- O Ibovespa avançou 0,52%, aos 171.258 pontos, apoiado por Petrobras e bancos.
- Mercados globais reagem à expectativa de aperto monetário prolongado pelo Federal Reserve.
- O petróleo recuou em meio ao monitoramento de negociações geopolíticas entre EUA e Irã.
O dólar registrou alta de 0,89% nesta terça-feira, fechando cotado a R$ 5,187, o maior patamar desde novembro. O movimento reflete a valorização da moeda americana no exterior, impulsionada pela expectativa de que o Federal Reserve manterá os juros em patamares elevados para conter a inflação, o que pressionou ações de tecnologia nos Estados Unidos. Paralelamente, o mercado de commodities observou o recuo do petróleo, enquanto investidores monitoram negociações geopolíticas entre o governo Trump e o Irã.
No cenário doméstico, a ata do Copom trouxe um tom mais cauteloso, sinalizando a possibilidade de uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic. A sinalização foi bem recebida pelo mercado, contribuindo para a alta de 0,52% do Ibovespa, que encerrou aos 171.258 pontos, impulsionado pelo desempenho de ações de bancos e da Petrobras. Analistas avaliam que, embora a política monetária dos EUA continue sendo o principal fator de volatilidade global, a postura do Banco Central brasileiro tem ajudado a reduzir as incertezas locais.
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