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Ações da SpaceX oscilam após perda de US$ 600 bi no setor de tecnologia

A queda de 9% nas ações da SpaceX reflete uma correção setorial, mas o impacto no patrimônio de Elon Musk permanece limitado devido à diversificação de seus ativos.

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Foto: Startups
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23/06 às 11:45 · atualizado 22:02

Pontos principais

  • As ações da SpaceX registraram queda de 9% no último pregão, impactando o valor de mercado da companhia.
  • O setor de tecnologia eliminou US$ 600 bilhões em valor de mercado em três sessões, afetando Nvidia, Tesla e Alphabet.
  • A empresa reportou prejuízos líquidos de US$ 4,9 bilhões em 2025 e US$ 4,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
  • A SpaceX mantém uma posição de liquidez robusta com US$ 100,8 bilhões em caixa para financiar suas operações.
  • A companhia planeja emitir US$ 20 bilhões em dívidas para financiar a compra da Anysphere e projetos de IA.
  • Relatório da S&P Global Ratings projeta que a SpaceX continuará queimando caixa até 2029.
  • Apesar da volatilidade, Elon Musk mantém seu status de primeiro trilionário do mundo devido ao seu portfólio diversificado.

As ações da SpaceX enfrentaram uma correção de 9% no último pregão, movimento que pressionou o patrimônio de Elon Musk e intensificou o debate sobre a rentabilidade da companhia no mercado público. Essa desvalorização ocorre em um cenário de volatilidade que já havia eliminado US$ 600 bilhões em valor de mercado do setor de tecnologia em apenas três sessões, afetando gigantes como Nvidia e Tesla. Embora a queda tenha gerado atenção, analistas ressaltam que o impacto no patrimônio de Musk é limitado, dado que ele mantém um portfólio altamente diversificado que sustenta sua posição como o primeiro trilionário do mundo.

Financeiramente, a empresa enfrenta um período de investimentos intensos, tendo reportado prejuízos líquidos de US$ 4,9 bilhões em 2025 e US$ 4,28 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Apesar da queima de caixa, a SpaceX mantém uma posição de liquidez robusta, com US$ 100,8 bilhões em caixa, o que sustenta seus planos de emitir US$ 20 bilhões em dívidas para financiar a compra da startup Anysphere e expandir suas operações de IA. Contudo, relatórios da S&P Global Ratings indicam que a empresa deve manter um fluxo de caixa negativo até 2029, mantendo os investidores em estado de alerta quanto à sustentabilidade do modelo de negócio a longo prazo.

Desde a sua estreia na bolsa em 12 de junho, a companhia tem passado por um ajuste natural de posições entre compradores e vendedores. O mercado de opções demonstra um comportamento defensivo, com investidores buscando proteção contra eventuais quedas adicionais enquanto a empresa busca se consolidar nos índices de mercado. Para reforçar a governança, a SpaceX planeja uma liberação gradual de ações restritas, processo que estará diretamente atrelado ao cumprimento de metas financeiras e de preço, adicionando uma camada extra de monitoramento para os acionistas que acompanham a trajetória da companhia após o IPO.

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