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Ações da SpaceX caem 40% após pico pós-IPO e perdem valor de mercado

Após estreia histórica em junho de 2026, ações da SpaceX recuam 40% diante de incertezas sobre o modelo de negócios e altos custos operacionais.

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Foto: Época Negócios
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13/07 às 12:45 · atualizado 16:03

Pontos principais

  • As ações da SpaceX caíram de um pico de US$ 225,64 para cerca de US$ 135,00, aproximando-se do valor inicial do IPO.
  • A desvalorização resultou em uma perda de aproximadamente US$ 1 trilhão em valor de mercado para a companhia.
  • Investidores demonstram cautela com os elevados gastos nos projetos Starship e Starlink e a falta de lucros operacionais.
  • A empresa adquiriu a startup Cursor por US$ 60 bilhões, utilizando suas ações como moeda de troca durante o período de alta.
  • O mercado aguarda o primeiro balanço financeiro público da empresa, previsto para agosto, que coincide com o fim do período de lock-up para funcionários.
  • Analistas comparam a volatilidade recente do ativo ao comportamento de 'meme stocks', questionando a sustentabilidade das projeções de receita.

Um mês após sua estreia na bolsa de valores em 12 de junho de 2026, a SpaceX enfrenta um ajuste severo em seu valuation. As ações da companhia aeroespacial registraram uma queda de 40% em relação ao seu pico histórico, eliminando cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. O movimento reflete uma mudança no sentimento dos investidores, que inicialmente impulsionaram o ativo devido à associação da empresa com inteligência artificial e à figura de Elon Musk, mas que agora exigem fundamentos financeiros mais sólidos diante dos altos custos de capital exigidos pelos projetos Starship e Starlink. A volatilidade é acentuada pela recente inclusão da empresa no índice Nasdaq-100, que atraiu fluxos de fundos passivos, mas não impediu a pressão vendedora. Além disso, a estratégia de utilizar ações valorizadas para financiar a compra da startup Cursor, por US$ 60 bilhões, passou a ser observada com maior ceticismo por analistas de mercado. A expectativa do setor agora se volta para o primeiro balanço público de resultados, agendado para agosto. Este evento é considerado um divisor de águas, pois ocorrerá simultaneamente ao fim do período de bloqueio para venda de ações por parte dos funcionários, o que pode aumentar a pressão sobre o preço dos papéis no curto prazo.

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