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Trump afirma que Irã aceitará inspeções nucleares, mas Teerã contesta

O presidente Donald Trump declarou que tomará medidas caso o Irã descumpra o acordo interino, enquanto autoridades iranianas seguem divergindo sobre os termos das inspeções nucleares.

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Foto: SCMP - World
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22/06 às 15:15 · atualizado 19:05

Pontos principais

  • Donald Trump declarou que o Irã se submeterá a inspeções nucleares exaustivas para garantir a transparência do programa.
  • O vice-presidente JD Vance afirmou que o Irã permitirá o retorno de inspetores da AIEA após negociações na Suíça.
  • Autoridades iranianas negaram a autorização imediata e divergiram sobre a inclusão do tema nuclear nas conversas.
  • O acordo preliminar busca cessar hostilidades e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • Trump reforçou que tomará as medidas necessárias caso o Irã não cumpra os termos do pacto assinado com o presidente Masoud Pezeshkian.
  • Especialistas questionam a eficácia das negociações, temendo compensações financeiras sem concessões nucleares reais.

O presidente Donald Trump afirmou que o Irã aceitará novas inspeções de armas para assegurar a transparência de seu programa nuclear, descrevendo-as como exaustivas. A declaração, reforçada pelo vice-presidente JD Vance, ocorre em meio a negociações na Suíça que visam cessar hostilidades e reabrir o estratégico Estreito de Ormuz. Recentemente, Trump enfatizou que a conformidade do Irã com o acordo interino, assinado há pouco mais de uma semana com o presidente Masoud Pezeshkian, é uma condição essencial para a estabilidade, declarando que fará o que for preciso caso os termos não sejam respeitados.

Contudo, a narrativa de Washington enfrenta resistência em Teerã. Enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que as relações com a AIEA seguirão normas internas, fontes oficiais do país negaram que o programa nuclear tenha sido incluído nas conversas. O cenário diplomático permanece tenso após meses de ataques mútuos envolvendo EUA, Israel, Irã e nações do Golfo. Paralelamente, especialistas como Heather Conley, do American Enterprise Institute, criticam a estratégia, apontando o risco de o Irã receber pagamentos para liberar o Estreito de Ormuz sem oferecer concessões reais em seu desenvolvimento nuclear, mantendo a incerteza sobre a eficácia do pacto.

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