Trump ameaça romper acordo com Irã caso exigências não sejam cumpridas
O presidente Donald Trump defendeu o novo acordo com o Irã contra críticas, comparando-o ao pacto de 2015 e reiterando a ameaça de ataques militares em caso de descumprimento das cláusulas de segurança.
Pontos principais
- Trump declarou que os EUA podem retomar bombardeios caso o comportamento iraniano não seja satisfatório.
- A assinatura formal do memorando de entendimento está prevista para esta sexta-feira, dia 19, em Genebra.
- O vice-presidente J.D. Vance deve assinar o documento na Suíça, dando início a uma nova rodada de negociações.
- O acordo prevê cessar-fogo, fim do bloqueio naval e liberação de fundos iranianos congelados.
- Trump condicionou a manutenção do pacto à interrupção definitiva do enriquecimento de urânio para fins militares.
- O texto permite ao Irã manter um programa nuclear para fins civis e o desenvolvimento de mísseis balísticos.
- Críticos republicanos e democratas questionam a falta de garantias rígidas sobre o programa nuclear iraniano.
- O presidente rebateu comparações negativas entre o novo tratado e o acordo nuclear de 2015 assinado por Barack Obama.
- O alívio de sanções econômicas será condicionado ao cumprimento gradual das cláusulas, sem efeito imediato.
- A reabertura do Estreito de Ormuz e a presença de tropas israelenses no Líbano seguem como pontos críticos de divergência.
O presidente Donald Trump afirmou durante a cúpula do G7, na França, que os Estados Unidos podem retomar ações militares contra o Irã caso os termos do acordo de paz, a ser assinado nesta sexta-feira, dia 19, não atendam às expectativas americanas. Em declarações recentes, o mandatário defendeu o memorando de entendimento contra críticas internas e externas, classificando opositores como desinformados e argumentando que a continuidade do conflito poderia desencadear uma depressão econômica global. O vice-presidente J.D. Vance deve representar o governo na assinatura do documento na Suíça, que marca o início de uma nova rodada de negociações.
Ao rebater questionamentos sobre a eficácia do tratado, Trump comparou o atual compromisso com o acordo nuclear assinado por Barack Obama em 2015, defendendo que sua estratégia oferece uma abordagem mais pragmática para o Oriente Médio. O pacto prevê medidas como um cessar-fogo, o fim do bloqueio naval e a liberação de fundos iranianos congelados, desde que o governo iraniano demonstre uma mudança de comportamento. Contudo, o texto permite que o Irã mantenha um programa nuclear para fins civis e reconhece a continuidade do programa de mísseis balísticos, pontos que geraram preocupação entre parlamentares de ambos os partidos americanos.
Trump reiterou que, apesar do entendimento, não hesitará em bombardear o país caso as exigências de segurança não sejam cumpridas, mantendo a estratégia de diplomacia coercitiva para equilibrar a pressão militar com a estabilidade dos mercados. O presidente enfatizou que a administração busca consolidar sua visão para a região através deste novo compromisso, tratando-o como uma peça central de sua política externa. A divulgação pública de detalhes adicionais sobre as cláusulas tem servido para que a Casa Branca tente controlar a narrativa sobre a robustez do acordo.
Apesar da retórica de confronto, o presidente reforçou que o alívio de sanções econômicas permanece atrelado ao cumprimento rigoroso das cláusulas, sem previsão de benefícios imediatos para Teerã. A estabilidade regional enfrenta desafios persistentes, como a reabertura do Estreito de Ormuz e a presença de tropas israelenses no Líbano, tema de divergência entre Trump e Benjamin Netanyahu. A continuidade do pacto permanece condicionada tanto à conformidade de Teerã quanto à avaliação constante da Casa Branca sobre os riscos geopolíticos, mantendo a opção de conflito sobre a mesa caso o presidente não se sinta satisfeito com os termos finais.
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