Trump afirma que Irã aceitou não desenvolver armas nucleares
O presidente Donald Trump declarou que os EUA estão próximos de um acordo nuclear com o Irã e prometeu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz para o comércio global.
Pontos principais
- Donald Trump afirmou que o Irã está perto de assinar um compromisso formal para não desenvolver, comprar ou possuir armas nucleares.
- O presidente americano sinalizou a intenção de realizar um encontro pessoal com o líder supremo Mojtaba Khamenei.
- Os EUA iniciaram operações de varredura de minas no Estreito de Ormuz, visando garantir a segurança da rota de petróleo.
- Trump busca tratar o acordo nuclear separadamente das hostilidades em curso entre Israel e o Hezbollah no Líbano.
- O governo iraniano condiciona o avanço das tratativas a um cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel intensifica operações militares na região.
- A administração Trump critica o modelo do acordo nuclear da era Obama, classificando as novas negociações como uma abordagem oposta.
O presidente Donald Trump reiterou, em entrevista ao podcast 'Pod Force One', que o Irã aceitou não buscar o desenvolvimento de armas nucleares. Segundo o mandatário, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está envolvido diretamente nas negociações com Washington, e o presidente americano sinalizou a intenção de realizar um encontro pessoal com o líder iraniano. Trump afirmou que prefere consolidar um acordo formal a manter a ofensiva militar contra instalações iranianas, prometendo a reabertura imediata do Estreito de Ormuz assim que o memorando for assinado. Como medida preventiva, os EUA já iniciaram a varredura de minas na região com caça-minas para assegurar a rota comercial.
Apesar do otimismo demonstrado, Trump ressaltou que o regime ainda pode mudar de posição, mantendo o monitoramento da situação em um cenário de instabilidade, marcado por ataques de drones no Kuwait e confrontos navais. O presidente indicou que busca tratar o acordo nuclear com o Irã de forma independente das hostilidades entre Israel e o Hezbollah no Líbano, buscando distanciar a pauta de não proliferação dos conflitos regionais imediatos. A nova negociação é apresentada pela Casa Branca como o oposto do modelo estabelecido na era Obama, que foi alvo de críticas severas pela atual gestão.
Embora o governo iraniano condicione o progresso das tratativas a um cessar-fogo no Líbano, Israel intensificou suas operações militares na região, ignorando apelos de contenção da Casa Branca. Enquanto o governo libanês busca um acordo de paz definitivo em Washington, o Comando Central dos EUA monitora a situação após negar sucesso em ataques do IRGC contra bases americanas. O sucesso dessas negociações é considerado vital para a segurança das rotas comerciais e para a redução da escalada militar que envolve forças americanas, iranianas e israelenses, mantendo o tema como uma prioridade estratégica da atual gestão.
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