Pequim restringiu exportações e compras públicas de dezenas de empresas dos EUA em retaliação a sanções da administração de Donald Trump contra gigantes chinesas.
O governo da China intensificou as restrições contra empresas americanas, proibindo exportações de itens de dupla utilização para 10 companhias dos setores de defesa e terras raras, como a MP Materials e a Teal Drones. Paralelamente, o Ministério das Finanças chinês proibiu órgãos governamentais de realizar compras de 46 empresas dos EUA, incluindo a Anduril, restringindo severamente o acesso dessas companhias ao mercado chinês e a cadeias de suprimentos estratégicas. A ofensiva é uma resposta direta à recente expansão da lista de entidades militares do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, que atingiu gigantes como Alibaba e BYD, intensificando a disputa tecnológica e comercial entre as duas maiores economias do mundo.
O movimento sinaliza uma estratégia de reciprocidade rigorosa, evidenciando o desgaste nas relações bilaterais menos de um mês após a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. Enquanto as empresas chinesas negam vínculos militares e prometem contestar as decisões judicialmente, a disputa reforça a instabilidade no comércio global e a centralidade da segurança nacional na agenda das duas potências. As novas sanções impactam diretamente a operação de companhias americanas que dependem de parcerias com o setor público chinês ou de insumos estratégicos controlados por Pequim, em um contexto de crescente tensão geopolítica que continua a moldar as políticas de exportação e defesa de ambos os países.
ABC News US World • 22 jun, 01:23
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