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China impõe novas restrições a empresas americanas de defesa

Pequim restringiu exportações e compras públicas de dezenas de empresas dos EUA em retaliação a sanções da administração de Donald Trump.

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Foto: WSJ World
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21/06 às 23:45 · atualizado 22/06 às 10:03

Pontos principais

  • O governo chinês proibiu exportações para 10 empresas dos setores de defesa e terras raras, incluindo MP Materials e Teal Drones.
  • Pequim vetou compras governamentais de 46 companhias americanas, como a Anduril, limitando seu acesso ao mercado local.
  • As medidas respondem à inclusão de empresas chinesas, como Alibaba e BYD, em listas de restrições do Departamento de Guerra dos EUA.
  • A escalada ocorre menos de um mês após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, intensificando a tensão comercial entre as potências.
  • As novas restrições impedem que empresas americanas adquiram itens chineses classificados como de uso duplo, aplicáveis a fins civis e militares.
  • A ação visa enfraquecer a cadeia de suprimentos de terras raras dos EUA, setor crítico para a indústria de alta tecnologia e defesa.
  • Empresas chinesas afetadas pelas sanções americanas negam vínculos militares e buscam contestar as decisões judicialmente.

O governo da China intensificou as restrições contra empresas americanas, proibindo exportações de itens de dupla utilização para 10 companhias dos setores de defesa e terras raras, como a MP Materials e a Teal Drones. Paralelamente, o Ministério das Finanças chinês proibiu órgãos governamentais de realizar compras de 46 empresas dos EUA, incluindo a Anduril, restringindo severamente o acesso dessas companhias ao mercado chinês e a cadeias de suprimentos estratégicas. A ofensiva é uma resposta direta à recente expansão da lista de entidades militares do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, que atingiu gigantes como Alibaba e BYD, intensificando a disputa tecnológica e comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Além das restrições de compras públicas, Pequim determinou que as empresas americanas afetadas fiquem impedidas de adquirir itens chineses classificados como de uso duplo. Esses materiais e tecnologias, que possuem aplicações tanto civis quanto militares, tornaram-se o foco central da estratégia de retaliação comercial chinesa, com especial atenção ao controle sobre as terras raras. O movimento visa dificultar os esforços dos Estados Unidos em estabelecer uma cadeia de suprimentos independente e resiliente, impactando companhias que são fundamentais para a estratégia industrial e de defesa americana.

O cenário sinaliza uma estratégia de reciprocidade rigorosa, evidenciando o desgaste nas relações bilaterais menos de um mês após a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. Enquanto as empresas chinesas negam vínculos militares e prometem contestar as decisões judicialmente, a disputa reforça a instabilidade no comércio global e a centralidade da segurança nacional na agenda das duas potências. As novas sanções impactam diretamente a operação de companhias americanas que dependem de parcerias com o setor público chinês ou de insumos estratégicos controlados por Pequim, em um contexto de crescente tensão geopolítica que continua a moldar as políticas de exportação e defesa de ambos os países.

Fonte primária

Ministério do Comércio da China (MOFCOM)

Comunicado nº 23 de 2026 do Ministério do Comércio — inclusão de 10 entidades dos EUA na lista de controle de exportações

Comunicado nº 23 de 2026 do MOFCOM (22/06/2026). Com base na Lei de Controle de Exportações e no Regulamento de Controle de Exportações de Itens de Uso Dual da RPC, e "para salvaguardar a segurança e os interesses nacionais e cumprir obrigações internacionais de não proliferação", o ministério decide incluir 10 entidades norte-americanas na lista de controle de exportações (出口管制管控名单). Medidas: (1) fica proibido aos operadores de exportação exportar itens de uso dual para essas 10 entidades; (2) fica proibido a qualquer organização ou indivíduo de qualquer país ou região transferir ou fornecer a elas itens de uso dual de origem chinesa; (3) as operações de exportação em andamento devem cessar imediatamente. Em situações especiais em que a exportação seja necessária, o operador deve submeter requerimento ao MOFCOM. Entram em vigor na data de publicação. As 10 entidades: Aveox, Inc.; Red Cat Holdings, Inc.; Teal Drones, Inc.; IMSAR, LLC; Jaia Robotics, Inc.; Ball Aerospace & Technologies Corp.; Oshkosh Defense, LLC; L3Harris Maritime Services, Inc.; MP Materials Corp.; e USA Rare Earth, Inc. (fabricantes de drones militares e mineração/processamento de terras raras). O texto reproduzido é o comunicado oficial na íntegra, veiculado pela agência estatal Xinhua; a página oficial em mofcom.gov.cn ainda não estava indexada no momento da captura.

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