China retalia Pentágono e impõe controle de exportação a 10 empresas e veto de compras a outras 46
Pequim restringiu operações de empresas americanas em resposta à expansão da lista 1260H do Pentágono, que agora inclui gigantes chinesas de tecnologia.
Pontos principais
- Ministério do Comércio chinês vetou exportações de itens de uso dual para 10 empresas americanas, incluindo MP Materials e USA Rare Earth.
- Ministério das Finanças proibiu compras governamentais de produtos de 46 empresas, afetando subsidiárias de Lockheed Martin e Raytheon.
- A medida é uma retaliação direta à ampliação da Seção 1260H, que adicionou Alibaba, BYD, Baidu e outras companhias chinesas à lista do Pentágono.
- O veto a compras governamentais entra em vigor em 30 de junho, com isenções para empresas estrangeiras com capital americano operando na China.
- Analistas classificam a ação como em grande parte simbólica, dado que muitas das empresas listadas possuem exposição limitada ao mercado chinês.
- A escalada reflete a continuidade das tensões comerciais e geopolíticas entre as duas maiores economias do mundo sob a administração Trump.
A retaliação chinesa atinge dois flancos estratégicos da cadeia de defesa e tecnologia americana. O Ministério do Comércio adicionou 10 empresas dos EUA à lista de controle de exportações, com efeito imediato sobre o envio de itens de uso dual, enquanto o Ministério das Finanças proibiu agências governamentais de comprar produtos de 46 firmas americanas. Entre as empresas afetadas estão nomes como Lockheed Martin, Raytheon, General Dynamics, além da MP Materials e USA Rare Earth, que são centrais para a cadeia doméstica de terras raras dos Estados Unidos.
A medida responde à expansão, no início do mês, da lista do Pentágono de 'empresas militares chinesas' (Seção 1260H), que passou a incluir Alibaba, BYD, Baidu, NIO, CALB Group e Unitree Robotics. Embora o governo chinês tenha confirmado que as restrições visam limitar a operação e o acesso dessas companhias ao seu mercado, analistas ouvidos pela imprensa internacional classificam a retaliação como em grande parte simbólica, uma vez que a maioria das empresas americanas listadas possui pouca operação direta na China. O veto governamental chinês tem data marcada para entrar em vigor em 30 de junho, mantendo o cenário de incerteza nas relações comerciais entre Washington e Pequim.
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