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Pentágono mantém Alibaba, BYD e Baidu em lista de apoio militar chinês

O Pentágono reafirmou a inclusão de gigantes chinesas em sua lista de segurança nacional, restringindo contratos de defesa e elevando tensões geopolíticas.

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Foto: G1 Mundo
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08/06 às 14:32 · atualizado 09/06 às 02:31

Pontos principais

  • O Departamento de Defesa dos EUA mantém 188 empresas, incluindo Alibaba, Baidu e BYD, em lista de vínculos militares.
  • A medida baseia-se na Seção 1260H da Lei de Autorização de Defesa Nacional para monitorar a fusão entre setores civil e militar na China.
  • O Pentágono proibiu novos contratos diretos com as empresas listadas a partir de 30 de junho.
  • A partir de 2027, o governo americano ficará impedido de adquirir produtos e serviços dessas companhias mesmo por meio de terceiros.
  • A designação restringe o acesso a capitais e tecnologias sensíveis, elevando o escrutínio sobre parcerias comerciais sob a gestão de Donald Trump.
  • A inclusão de gigantes como Alibaba, Baidu e BYD impactou negativamente o valor das ações dessas companhias no mercado financeiro.
  • O governo chinês contesta as alegações, classificando as medidas como discriminatórias e politicamente motivadas.
  • A decisão ocorre em um momento de fragilidade para o recente degelo diplomático entre Donald Trump e Xi Jinping.
  • No Brasil, a BYD enfrenta desafios regulatórios adicionais após ser incluída na Lista Suja do Trabalho Escravo por irregularidades na Bahia.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos consolidou a inclusão de gigantes como Alibaba, Baidu, BYD, CXMT, YMTC e WuXi AppTec em sua lista de entidades que supostamente colaboram com o complexo militar-industrial da China. A decisão, que reafirma riscos estratégicos sob a gestão de Donald Trump, fundamenta-se na Seção 1260H da Lei de Autorização de Defesa Nacional. O movimento marca um endurecimento nas políticas de segurança, com o Pentágono proibindo formalmente a celebração de novos contratos diretos com essas companhias a partir de 30 de junho. A restrição será ampliada em 2027, passando a abranger a aquisição de bens e serviços que incorporem componentes dessas empresas na cadeia de fornecimento, mesmo via terceiros. A confirmação da lista gerou volatilidade imediata, impactando negativamente o valor das ações das empresas afetadas nos mercados globais.

Embora a designação não imponha sanções automáticas a todas as empresas listadas, ela restringe severamente o acesso a investimentos e tecnologias críticas. A manutenção da lista, que agora totaliza 188 entidades, sinaliza uma pressão regulatória crescente sobre o ecossistema de inovação chinês, abrangendo setores como biotecnologia e robótica. Paralelamente, a BYD enfrenta desafios adicionais no Brasil, onde foi incluída na Lista Suja do Trabalho Escravo devido a irregularidades trabalhistas identificadas em sua fábrica na Bahia, complicando ainda mais o cenário operacional da companhia em diferentes jurisdições.

O governo chinês mantém sua postura de contestação, argumentando que a natureza de suas empresas de tecnologia é estritamente civil e que as restrições são motivadas por interesses geopolíticos que distorcem o conceito de segurança nacional. A atualização anual da lista reflete a tensão estratégica entre as duas potências, forçando uma reavaliação de riscos por parte de fundos de investimento e parceiros comerciais. O episódio coloca em xeque a estabilidade do recente degelo diplomático entre Donald Trump e Xi Jinping, demonstrando que, apesar das tentativas de diálogo, a competição tecnológica e a segurança nacional permanecem como pontos de atrito central na relação bilateral.

Fontes primárias

Department of Defense / Office of the Secretary

Notice of Availability of Designation of Chinese Military Companies (Docket DOD-2026-OS-1288)

O Deputy Secretary of Defense determinou, sob a Seção 1260H da NDAA FY2021 (Pub. L. 116-283, codificada em 10 U.S.C. 113, note), que as entidades listadas satisfazem os requisitos para serem designadas "Chinese military company" — operam direta ou indiretamente nos EUA e contribuem para a fusão militar-civil da base industrial de defesa chinesa. Entre as designadas estão Alibaba Group Holding Limited ("indiretamente afiliada à SASAC; contribuinte de fusão militar-civil por afiliação ao MIIT"), Baidu, Inc. (mesma justificativa: afiliação indireta à SASAC e ao MIIT) e BYD Company Limited ("afiliada direta e indiretamente à SASAC e indiretamente ao MIIT; contribuinte de fusão militar-civil por afiliação ao MIIT e por residir em/estar afiliada a uma zona de fusão militar-civil"). O documento também remove 10 entidades antes listadas na lista de 7 jan 2025 (entre elas CNOOC China Ltd., Taiji Computer e GLARUN Technology). A versão em mandarim consta do docket em regulations.gov (DOD-2026-OS-1288). Entidades listadas podem pedir reconsideração via osd.pentagon.ousd-a-s.list.1260h-list@mail.mil. Datado de 5 jun 2026; filed 8 jun 2026, publicação no Federal Register em 10 jun 2026.

U.S. Department of War (Office of the Assistant Secretary for Industrial Base Policy)

DOW Releases List of Chinese Military Companies in Accordance With Section 1260H of the NDAA FY2021

Comunicado oficial que acompanha a publicação da lista 1260H: após due diligence, o Departamento identificou 188 entidades que atendem aos requisitos estatutários para inclusão na lista 1260H mais recente, disponível na edição de Public Inspection do Federal Register. O Departamento atualizará a lista com entidades adicionais conforme apropriado e reserva-se o direito de tomar ações adicionais sobre essas entidades sob autoridades distintas da Seção 1260H.

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