Grupos criminosos utilizam imóveis de curta temporada para ocultar patrimônio, levando órgãos de controle a intensificar a fiscalização no setor.
Autoridades brasileiras intensificaram o combate ao uso de plataformas de aluguel por temporada por organizações criminosas. O esquema consiste na aquisição de imóveis com recursos ilícitos, que são posteriormente colocados para locação de curta duração para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. A Operação Litus, realizada no Rio Grande do Sul, evidenciou a complexidade dessas operações, que frequentemente utilizam laranjas e familiares para registrar os bens e dissimular a origem dos valores. A dificuldade de acesso direto aos dados das plataformas digitais tem sido um entrave para os investigadores, que dependem de análises financeiras e patrimoniais cruzadas. Em resposta, a Receita Federal incluiu o monitoramento dessas rendas como prioridade em seu plano de fiscalização para o biênio 2025-2026, buscando maior transparência e controle sobre o setor.
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